1.A regra de base: repor a bola se o seu lugar for conhecido
Uma bola parada pode ser deslocada depois do lance: um jogador recua sem olhar, um árbitro se inclina para medir, uma criança atravessa, uma bola vinda de outro terreno toca-lhe. Nestes casos, se a bola estava marcada, é reposta no exato local onde se encontrava. O objetivo do regulamento é restaurar a situação inicial, não punir uma equipa por um acidente exterior.
A lógica é diferente da de uma bola deslocada por uma bola jogada da mesma mão. Aí, o deslocamento faz parte do jogo. O acidente intervém após a paragem ou por uma causa estranha à mão normal. É esta distinção que há que estabelecer antes de decidir.
Frase-chave: repõe-se uma bola acidentalmente deslocada apenas se a sua localização inicial puder ser estabelecida, geralmente porque foi marcada.
2.A marcação: pequeno gesto, enorme proteção
Marcar uma bola não é um reflexo de maníaco. É um seguro regulamentar. Dois pequenos traços à volta da bola permitem repô-la precisamente se ela se mexer. Sem esta marca, cada um se lembra de uma localização diferente: um pouco mais perto, um pouco mais à esquerda, quase colada ao alvo. O conflito começa aí.
Os jogadores deveriam marcar sistematicamente as bolas importantes: a que tem o ponto, a que estorva uma trajetória, a que se vai medir, a que arrisca ser tocada ao passar. Quanto mais apertada estiver a mão, mais rentável é a marcação.
3.Jogador, árbitro, espetador, objeto móvel: as causas previstas
O regulamento não limita o acidente ao jogador desastrado. Visa também o árbitro, o espetador, o animal ou qualquer objeto móvel. Numa competição densa, uma bola ou um alvo proveniente de outro jogo também pode provocar um deslocamento. A regra procura, pois, cobrir a verdadeira vida dos terrenos, não uma partida ideal num espaço vazio.
O que conta é o caráter acidental e exterior ao lance normal. Se um jogador em vias de atirar desloca uma bola pelo efeito da sua bola jogada, não é o mesmo caso. Se alguém toca numa bola parada após a ação, volta-se ao princípio da reposição se ela estava marcada.
Quando uma bola importante para, marque-a antes de discutir tática. Este gesto de dois segundos pode salvar uma mão inteira em caso de pé desastrado ou de medida contestada.
4.Se a bola não estava marcada: a reclamação torna-se frágil
Sem marca, o árbitro não pode inventar uma posição. Ele decide segundo o que constata e segundo os elementos fiáveis disponíveis. Se ninguém conseguir provar a localização exata, a bola fica muitas vezes onde se encontra após o incidente, ou a decisão toma-se o mais próximo da realidade observável. É frustrante, mas necessária: uma regra baseada em memórias seria ingovernável.
É também por isso que as equipas experientes nunca troçam perante um jogador que marca. Sabem que no final da partida, a 12-12, dois milímetros podem valer uma época. A marcação não é um luxo: é uma disciplina de competição.
5.Acidental ou voluntário: atenção à fronteira
Um deslocamento voluntário é muito mais grave. Parar ou deslocar voluntariamente uma bola para impedir um resultado normal pode acarretar uma sanção pesada, até à perda da partida consoante a situação. A intenção muda, pois, a leitura. Uma desastrada corrige-se; uma intervenção voluntária sanciona-se.
Em caso de dúvida, não atribuam demasiado depressa uma intenção. Constatem os factos, chamem o árbitro e deixem-no qualificar o incidente. As acusações a quente agravam as partidas e tornam por vezes uma decisão simples muito mais tensa.
6.Decidir sem errar
| Incidente | Condição | Consequência |
|---|---|---|
| Deslocada por um pé | Marcada | Reposição |
| Deslocada por espetador | Marcada | Reposição |
| Não marcada | Posição incerta | Reclamação frágil |
| Deslocamento voluntário | Falta grave | Sanção possível |
O ponto também se decide nos detalhes: marcar, ler as posições, proteger uma bola importante e evitar os erros de fim de mão.
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